Rolandskvadet


Batalha de Roncesvales (778): a morte de Rolando
(iluminura de Jean Fouquet, "Grandes Chroniques de France", 1455-1460, BNF).

Rolandskvadet


Seks mine jarlar heime vera, gøyme det gullet balde,
Andre seks på heidningalando då svinga dei jørni kalde!
Rida dei ut av Franklandet med dyre dros i sadel,
Bles i luren Olivant på Ronsalavollen.

Runde dei opp sine silkje segl høgt i sigalråe,
Sigla dei ut åt hei'ingslondo i virkevikune ein og tvåe.

Arene og ankaret tok inn på kvite sanden:
Det var Roland, konungafredan, trødde den fysste på land.

Slogest dei utpå Ronsarvollen i dagane två og trjå;
Blåmennan fall for Rolandssverd som gav seg fyri ljåe.

Fram så søkte blåmann-fjødi skygde fyri sole;
Reddast var ein jamningen bad Roland blåse i hornet.

Roland sette luren fyr blogga munn, så bles han i med vreide;
Ljoden ber ivi hav og fjell, i trio dagar av leide.

Det var Magnus kongjen, no set han i å gråta:
Kva tru vantar freden min? No høyrer eg luren låta!

Det var Magnus kongjen,
Skundar han sin fred:
Daud låg Roland konunga-freden,
Heldt i han sitt sverd.

Heim kom Magnus kongjen.
Og settest dei alle traude.
Skipet var fullt av sylv og gull,
Og heidningan låg att daude.

***

Tradução:


Canção de Rolando


Seis dos meus guerreiros ficaram para trás protegendo o ouro,
Os outros seis em terras pagãs mantinham o aço frio.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Eles levantaram as velas de seda no alto do mastro,
Então navegaram para as terras pagãs
Por duas semanas.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Eles lutaram em Roncesvales
Por dois ou três dias;
Os pagãos caíram pela espada de Rolando
Como plantas para uma boa foice.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Eles lutaram em Roncesvales,
Estavam cheios de ira.
Os pagãos caíram pela espada de Rolando
Como a neve que cai nos campos.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Cansados estavam os homens e mulheres,
O sol não pôde brilhar claro
Pela névoa do sangue dos homens.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Rolando pôs o chifre em sua ensanguentada boca
E soprou com ira.
A terra e as montanhas tremeram
E ressoou sobre os mares e campos.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Tão longe chegou o som do chifre,
Que as bainhas ressoaram,
Rolando assoprou os olhos para fora do crânio,
Tão forte que penetrou os dos inimigos também.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Rei Magno chegou em casa
Eles sentam todos encharcados de sangue.
Ele tem jarras cheias de prata e ouro
E todos os pagãos estavam mortos.

Eles cavalgaram das terras francas
Com nobres donzelas nas selas.
Assopre o chifre Olifante em Roncesvales.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog